Historia

A SCQA – Sociedade de Consultores, Qualidade e Ambiente, Lda., foi constituída em 2013. Fazendo parte da Holding FIRSTLINK SHIPING GROUP.

 

Missão

A SCQA presta serviços de consultoria nas áreas da certificação da qualidade, ambiental, gestão da segurança, e da segurança da exploração e da prevenção da poluição e desenvolvimento das metodologias para a avaliação, planeamento e procedimentos para a proteção dos navios, bem como, outras atividades a elas associadas.

 

Visão

Continuar a desenvolver e a melhorar a atividade de assessoria na execução e implementação de sistemas de gestão de acordo com os seguintes instrumentos aplicáveis:

  •  No âmbito das normas ISO

ISO 9001 – SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE

HISTÓRIA - Durante a Segunda Guerra Mundial (século XX), as empresas Britânicas de alta tecnologia, como de munições, estavam com diversos problemas na qualidade dos seus produtos, na época muitas bombas acabavam por explodir dentro das empresas no momento da fabricação ou aquando do transporte. A solução adotada foi de começar a solicitar aos fabricantes procedimentos de fabricação, devendo apresentar esse documento por escrito, garantindo que os procedimentos estavam a ser seguidos. O nome desta norma era BS 5750, ela era conhecida como uma norma de gestão, não somente porque especificava como se produzir, mas também como gerir o processo de produção. Em 1987, o governo britânico persuadiu a Organização Internacional de Padronização (ISO) para adotar a BS 5750 como uma norma padrão internacional. A BS 5750 tornou-se a ISO 9000.

Chegados a 2008, e num mundo cada vez mais globalizado e dinâmico, também as normas precisaram de se adequar. O processo de revisão da ISO 9001:2008 mantém a sua essência inalterada, isto é, os oito princípios de gestão, a abordagem de processos, os títulos e campo de aplicação e estrutura continuam vigentes, só que aperfeiçoados, com maior clareza e uma melhoria na tradução, aumentando a consistência com a família 9000 e a sinergia com os conceitos da gestão ambiental da ISO 14000.

FOCO - Os principais impactos no Sistema de Gestão da Qualidade com a nova versão da norma devem ficar por conta da facilitação na interpretação dos requisitos e da necessidade de garantir os requisitos estatutários e regulamentares relacionados com os produtos.

O foco também aumentou no âmbito dos resultados e da melhoria contínua.

 

ISO 14001 – SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

HISTÓRIA - As primeiras normas da série ISO 14000 datam de 1996, e tratam de Sistemas de Gestão Ambiental. Desde então, outras normas foram editadas sobre diversos tópicos, tais como: auditoria e rotulagem ambiental, e avaliação do ciclo do produto. Até abril de 2004 estas formavam um sistema de 25 normas, todas tendo por base o ciclo Plan-Do-Check-Act (PDCA), sendo o núcleo do ciclo a ISO 14.000. O PDCA foi criado na década de 1930 para efeito da gestão da qualidade, e passou a ser utilizado para outros fins tornando-se uma espécie de modelo padrão de gestão para implementar qualquer melhoria de modo sistemático e contínuo de acordo com um ciclo ampliado. As normas de gestão são autônomas, podendo ser implementadas de modo isolado, porém os melhores resultados são obtidos quando as normas são utilizadas de modo articulado.

FOCO - A norma ISO 14001 estabelece as diretrizes básicas para um sistema de gestão ambiental, tendo como foco a proteção do meio ambiente e a prevenção da poluição.

 

OSHAS 18001 – SISTEMA DE GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

HISTÓRIA - A Norma OHSAS 18001 é uma Norma voltada para a saúde e segurança no trabalho passível de certificação, cuja sigla significa “Occupational Health and Safety Assessment Series” — entrou em vigor em 1999, após estudos de um grupo de organismos certificadores e de entidades de normalização da Irlanda, Austrália, África do Sul, Espanha e Malásia.

Esta norma visa auxiliar as empresas a controlar os riscos de acidentes no local de trabalho. É uma norma para sistemas de gestão da Segurança e da Saúde no Trabalho (SST). A certificação por essa norma garante o compromisso da empresa com a redução dos riscos ambientais e com a melhoria contínua de seu desempenho em saúde ocupacional e segurança dos seus colaboradores.

A criação dessa norma levou em conta algumas normas nacionais já existentes, como a BS 8800, na Inglaterra. A norma baseia-se no conceito de que a organização deve periodicamente analisar e avaliar seu sistema de gestão de SST, de maneira a sempre identificar melhorias e implementar as ações necessárias. Por isso, ela não estabelece requisitos absolutos para o desempenho da Segurança e Saúde no Trabalho — mas exige que a empresa atenda integralmente à legislação e regulamentos aplicáveis e se comprometa com o aperfeiçoamento contínuo dos processos.

Por não estabelecer padrões rígidos, duas organizações que desenvolvam atividades similares, mas que apresentem níveis diferentes de desempenho da SST, podem, simultaneamente, atender aos requisitos da norma.

FOCO - Implementar a OHSAS 18001 é uma forma de permitir que uma empresa controle, atinja e melhore sistematicamente, o nível do desempenho da Saúde e Segurança do Trabalho dos seus colaboradores, estabelecido por ela mesma.

 

  • No cumprimento dos requisitos de códigos da IMO

CÓDIGO ISM – INTERNATIONAL SAFETY MANAGEMENT CODE

HISTÓRIA - A segurança da vida no mar, a proteção do ambiente marinho em mais de 90% do comércio mundial, depende do profissionalismo e competência dos marítimos.

Vários acidentes graves, que ocorreram durante o final dos anos 1980, foram manifestamente causados por erros humanos, com contribuição de falhas de gestão.

Em Outubro de 1989, na sequência dos acontecimentos, a Organização Internacional Marítima (IMO), aprovou uma resolução, com orientações sobre a gestão para a segurança da exploração dos navios e a prevenção da poluição.

Pretendia-se com esta resolução, fornecer aos responsáveis pela operação de navios, uma boa estrutura para o desenvolvimento, implementação e avaliação da segurança e gestão da prevenção da poluição.

Em 1993, depois de alguma experiência no uso das diretrizes, a IMO adotou o Código Internacional de Gestão para a Segurança da Exploração dos Navios e para a Prevenção da Poluição (Código ISM).

Em 1998, o Código ISM tornou-se obrigatório, de acordo com as disposições do Capítulo IX, da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar 1974 (SOLAS), tendo sido sucessivamente atualizado por várias emendas.

FOCO - O Código ISM destina-se a melhorar a segurança do transporte marítimo internacional e reduzir a poluição por navios, com impacto na forma como os navios são geridos e operados. O Código ISM estabelece um padrão internacional para a gestão segura e a operação de navios e para a implementação de um Sistema de Gestão para a Segurança (SMS).

A aplicação efetiva do Código ISM, pretende promover o desenvolvimento de uma cultura de segurança, com autorregulação, responsabilizando cada indivíduo, partindo do topo para as bases, pelas ações tomadas para melhorar a segurança e o desempenho.

Constitui uma iniciativa fundamental para o sector do transporte marítimo, com impacto global, devendo ser devidamente articulada com outras Convenções com forte impacto na Segurança Marítima, entre as quais a STCW, MARPOL e MLC.

 

CÓDIGO ISPS – INTERNATIONAL SHIP & PORT FACILITY SECURITY CODE

HISTÓRIA - Após os trágicos acontecimentos que ocorreram nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, durante a vigésima segunda reunião da IMO, realizada em novembro de 2001, foram acordadas por unanimidade novas medidas relativas à proteção dos navios e das instalações portuárias, que viriam a ser adotadas em uma conferência de Governos Contratantes da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, de entre as quais o Código ISPS - Código Internacional de Proteção dos Navios e Instalações Portuárias.

O código ISPS foi desenvolvido a partir da necessidade de prevenir ataques terroristas e outras atividades da gênese criminal (trafico de armas, tráfico de drogas, imigração ilegal, etc.) preservar a segurança interna das Nações e a segurança do transporte de mercadorias e pessoas.

A IMO colocou na comunidade marítima internacional a obrigação de implementar o Código ISPS em cada porto, navio ou a operação da interface navio/porto, que tenha por objeto o transporte marítimo internacional, determinando a adoção de planos de proteção para essa finalidade.

FOCO - O código ISPS representa um programa abrangente para melhorar o perfil de segurança global do sector do comércio marítimo internacional. Fornece aos Governos Contratantes uma orientação apoiada por uma metodologia que se concentra na identificação da infraestrutura de ativos vital para o fluxo de operações marítimas comerciais, reconhecendo ao mesmo tempo quem podem existir vulnerabilidades que colocam em risco esses elementos críticos.

Tendo identificado essas vulnerabilidades, o Código ISPS fornece orientação para a elaboração, adoção e implementação de planos de proteção apropriados que eliminarão ou atenuarão a exposição dessas vulnerabilidades aos riscos ligados às ameaças conhecidas ou presumidas.

Deve considerar-se o Código ISPS como um documento dinâmico que se adaptará de acordo com a natureza mutável dos portos e navios, das suas operações e infraestrutura e à natureza das ameaças que estão expostos.

 

Actividades

GESTÃO NO ÂMBITO DOS NORMATIVOS APLICÁVEIS

É neste contexto que o cliente/armador pode desenvolver, organizar, otimizar e materializar a gestão dos seus produtos e/ou serviços, através da assessoria externa especializada e qualificada como consultor, designadamente para o seguinte:

  • Consultoria para a elaboração e implementação dum Sistema de Gestão para a Segurança na Companhia e nos navios sob a sua gestão, no cumprimento dos requisitos do Código ISM, criando a figura do DPA (Designated Person Ashore) que faz a ligação direta entre os navio e o Gestor Executivo da Companhia no que reporta à segurança e ao controlo ambiental (CÓDIGO ISM);
  • Consultoria para a realização de análises de risco a navios (SSA – Ship Security Assessment), e elaboração e implementação de planos de proteção (SSP - Ship Security Plan), no cumprimento dos requisitos do Código ISPS, cirando a figura do CSO (Company Security Officer) e do SSP (Ship Security Officer), na Companhia e a bordo dos navios respetivamente, para a gestão da proteção dos navios, tripulações, passageiros e cargas, face a ameaças de ações ilícitas intencionais (CÓDIGO ISPS);
  • Consultoria para a realização de GAP Analises, elaboração e implementação de sistemas de gestão na Companhia e/ou a bordo dos navios sob a sua gestão, no cumprimento dos normativos aplicáveis no âmbito da Qualidade, Ambiente e Segurança ou da integração destes (NORMAS ISO);
  • Consultoria para organizar e ministrar ações de formação complementares e de refrescamento em matérias relacionadas com a implementação dos normativos e códigos aplicáveis aos sistemas de gestão referidos;
  • Elaboração de manuais técnicos decorrentes dos normativos e códigos aplicáveis aos sistemas de gestão a implementar.

A concretização do objetivo de materializar a assessoria para a elaboração e implementação de sistemas de gestão no âmbito dos normativos aplicáveis, num serviço externo, consiste em estabelecer um acordo de prestação de serviços com uma entidade especializada, designada por entidade consultora, tendo em vista criar e implementar quer na Companhia, quer na frota de navios sob a gestão desta os sistemas de gestão acordados decorrentes de obrigatoriedade legislativa ou por livre decisão do cliente/armador.